Terça-feira, 23 de Março de 2010
Em que paradigma te inseres tu? :)

Ao abraçar o tema que pelo sorteio calhou ao nosso grupo, não consigo deixar de olhar para os paradigmas de investigação e ter a sensação de que, quando exclusivamente deles falamos, estamos a colocar a “carroça à frente dos bois” (tive sérias dúvidas em colocar esta expressão mas penso que o nome do grupo me atribui liberdade para tal :).  Isto porque dou por mim (sem projecto e cada vez mais desorientada) a pensar em qual dos paradigmas me enquadraria melhor sem saber sequer o que quero na realidade investigar. Já sei que o professor Rui Vieira na sessão presencial nos alertou para essa situação mas este pensamento é quase inevitável.  Continuando...


 



A investigação em educação assentou durante um longo período em dois grandes paradigmas: Positivista (quantitativo) versus Interpretativo (qualitativo).  Utilizo a expressão “versus” pois na maioria dos artigos que li estes dois paradigmas foram frequentemente olhados como competidores e não como complementares. Mas foi um terceiro paradigma, mais recente na história da investigação em educação, paradigma Sócio-crítico, que me prendeu particularmente a atenção. Este pressupõe um papel mais interventivo por parte do investigador e no meu entender assume uma visão ainda mais holística do que o paradigma Interpretativo na medida em que atende não só à compreensão do contexto num dado momento mas também a intervenções nesse mesmo contexto, fornecendo todo um conjunto de conhecimentos inerentes à evolução (seja ela negativa ou positiva face aos objectivos)  da investigação. 





De sannyafernanda a 26 de Março de 2010 às 11:17
No livro "Investigação em Educação: métodos e técnicas", (2001), organizado por Albano Estrela e Júlia Ferreira, os organizadores discutem logo de início a questão de que os métodos e técnicas de investigação educacional é crucial para fazer ciência e pensar a Educação em Portugal. Na verdade, acredito que isto é uma questão central em qualquer realidade para quem se dedica à investigação.
Mas com relação ao debate que se estabeleceu acima com relação a aproximação entre paradigmas quantitativos e qualitativos ou o distanciamento destes pelos puristas, encontrei diversas posições nas leituras efectuadas até o momento e sintetizo duas:
1. Para Fernandes (1991) - os puristas não vêem compatibilidade dos métodos destes paradigmas, mas no seu artigo buscar desvelar que ambos os paradigmas possuem limitações e vantagens;
2. Para Estrela e Ferreira (2001) - o conhecimento de novas técnicas de investigação e a procura de novas possibilidades das técnicas já há muito estabelecidas permitem qe se busque a superação da dicotomia entre metodologias quantitativas e qualitativas.
Penso, assim, que a partir do que estes autores defendem, o redimensionamento da prática investigativa e de seus métodos e técnicas podem desmitificar e superar certas dicotomias que paralisam a investigação nas ciências sociais, particulamente na área educacional.


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