Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
Transdisciplinaridade e EDS

O desenvolvimento sustentável requer, por definição, uma abordagem sistémica entre as várias áreas de conhecimento e, como tal, a Educação para o Desenvolvimento Sustentável será tanto mais profícua quanto maior a percepção holística que os alunos tenham do conhecimento construído.



A abordagem à EDS (Educação para o Desenvolvimento Sustentável) poderá, pois, passar por uma intervenção assente em exercícios de transdisciplinaridade, tomando como exemplo o Curso Profissional de Turismo Ambiental e Rural da EPADRV, e as disciplinas de TIC, Geografia e Ambiente e Desenvolvimento Rural...





Em suma...

 No sentido de responder às necessidades sociais, pretende-se que a escola consiga dotar os alunos de competências que o tornem socialmente activo, crítico e conhecedor da realidade do meio envolvente de modo a que a sua actuação seja produtiva e enriquecedora. É neste sentido fundamental olhar para o aluno como um todo sendo ele produto das experiências vividas nos diferentes contextos da vida. Ao proporcionar situações educativas nas quais os alunos tenham em consideração um problema central e posteriormente as áreas disciplinares que concorrem para a sua concretização, estamos a contribuir para a formação de indivíduos com uma consciência do mundo em geral não segmentada. Nesta visão/consciência os alunos terão à partida presente a importância bem como a significância dos conteúdos disciplinares.




Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010
Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS

http://sisifo.fpce.ul.pt/pdfs/sisifo03PT02.pdf


A autora considera que “a integração dos serviços da Internet nas práticas lectivas com um propósito definido de carácter disciplinar e transdisciplinar pode proporcionar um enriquecimento temático, social e digital para os agentes envolvidos”, implicando o desenvolvimento de novas capacidades como “pesquisar, seleccionar e citar; cooperar e colaborar presencialmente e online; e, ainda, publicar e partilhar online”, encontrando-se a ênfase na capacidade de seleccionar o conhecimento, de o transformar e reutilizar em novas situações e não no acumular de conhecimento...

 



Farmschool 2.0 na Wiki...

A nossa página na Wiki está em: http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Farmschool20

 

Na reunião de logo já vamos começar a introduzir alguma informação (que tem estado alojada no GoogleDocs).. :)


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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010
Carta de Trandisciplinaridade

 


http://www.apha.pt/boletim/boletim1/pdf/CartadeTransdisciplinaridade.pdf

O 1º Congresso de Transdisciplinaridade teve lugar em Portugal, no Convento da Arrábida, em 1994, de onde resultou a “Carta da Transdisciplinaridade”.

 


 


 




A educação a distância na perspectiva transdisciplinar: a contribuição das disciplinas de Laboratório de Pesquisa no curso de Pedagogia

http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2009/artigos/12d_juliojose.pdf


 

Este artigo contempla as relações entre a educação à distância e a dinâmica transdisciplinar. Foi realizada uma pesquisa que procurou dar resposta às questões: Quais são os pontos de convergência existentes entre a proposta das disciplinas de Laboratório de Pesquisa e os princípios da Transdisciplinaridade? Na percepção dos alunos, como ocorre essa aproximação entre a prática das disciplinas de Laboratório e os princípios de uma dinâmica transdisciplinar?

A recolha de dados foi feita através de um questionário enviado electronicamente a estudantes do curso de Pedagogia, em Agosto de 2009. O questionário foi elaborado tendo como base os princípios de transdisciplinaridade focando o conteúdo e as estratégias didácticas utilizadas nas disciplinas de Laboratório e a mediação pedagógica realizada pelos professores.

Os autores consideram que a transdisciplinaridade é “um princípio epistemológico que objectiva romper as fronteiras do conhecimento disciplinar, conduzindo a uma percepção para além dessas fronteiras.” que “é a busca do sentido da vida, de uma nova maneira de ser, de um novo modo de conhecer, de fazer e de conviver, por meio das relações entre os diversos saberes e as culturas da humanidade.” e que “A prática transdisciplinar envolve processos culturais, sociais, afectivos e interactivos e, por isso, exige uma acção docente aberta ao diálogo, de forma sensível, cooperativa e ética, respeitando as diferenças, possibilitando a construção de saberes conectados com os indivíduos e com o todo, e permitindo a transformação do eu e do outro.”

O conceito de transdisciplinaridade vem sendo construído ao longo dos anos, mas foi em Portugal que teve lugar o 1º Congresso de Transdisciplinaridade (1994) de onde resultou a “Carta da Transdisciplinaridade”,tendo sido dimensionado seus parâmetros, bem como seus princípios: múltiplos níveis de realidade, diferentes lógicas e complexidade;

Segundo Basarab Nicolescu a complexidade, que deve ser entendida como um princípio articulador do pensamento e não como aquilo que é difícil e complicado de se compreender; a lógica do terceiro incluído, que supera os binarismos entre o certo e errado para assim associar as categorias e conceitos aparentemente excludentes; e os diferentes níveis de realidade, que possibilitam a construção da noção da multimensionalidade e da multirrefencialidade do ser.

Concluem que uma formação deve visar desenvolver nas pessoas, grupos e organizações a capacidade de saber ser, de saber ou de poder tornar-se, assim como, desenvolver novas competências e habilidades que nos permitem continuar a aprender ao longo da vida, além de ampliar as relações interactivas por meio das TIC.

“O processo educativo, por meio da atitude transdisciplinar, poderá ir além das disciplinas por estar entre e através dela. O rigor na argumentação, a abertura ao desconhecido e a tolerância às diferenças farão parte dessa verticalização em que o ser humano poderá retomar os aspectos qualitativos do conhecimento.”

 



intervenção precoce; transdisciplinaridade; equipe de intervenção

http://dspace.uevora.pt/otic/bitstream/10174/1331/1/Dimens%C3%B5es+%28publicado%29.pdf


Quando se olha para algo vemo-lo de acordo com as nossas experiências, expectativas, nossa formação e personalidade. Também a ciência e os saberes práticos assentam na possibilidade de segmentar o real de forma a melhor se lidar com ele, o que conduz, ao nível da formação e das práticas profissionais, a uma maior especialização, isto é, cada vez mais se sabe de determinado área e menos das restantes. A maneira de abordar, pensar e intervir na realidade está relacionada com a segmentação disciplinar dos saberes.

Aconselha que a pessoa seja considerada como um todo, ou seja, ela e os seus contextos e relações, pois o seu desenvolvimento encontra-se relacionado com os diferentes contextos que o rodeiam, não apenas o contexto familiar, mas também social e cultural. É, por isso importante que se conjuguem esforços das diferentes áreas e saberes.

“Esta perspectiva global do desenvolvimento exige, assim, que os cuidados, terapêuticos, educativos ou outros, tenham de ter sempre como referência uma totalidade: a criança na sua complexidade e na multidimensionalidade das suas características e qualidades. A multiplicidade de profissionais e saberes não pode conduzir ao retalhamento da individualidade da criança, ou à segmentação das suas necessidades.”

A transdisciplinaridade vai permitir cuidar da criança no seu todo, criança-família-contexto.

A transdisciplinaridade exigeum trabalho em equipa, nomeadamente a cooperação, a partilha, a transfeência de conhecimentos e competências, a disponibilidade para dar e receber formação, o qu vai implica exigências ao nível de linguagem e terminologa de modo a ser perceptível por todos, elementos da equipa, criança e amília.

 




Holistic Learning for Sustainable Development

Mais algumas ideias que poderão ter interesse para o nosso trabalho


 


Este artigo encontra-se dividido em 3 partes:

Parte I: A educação para o desenvolvimento sustentável através da auto-aprendizagem

Considera que o sector educacional é um elemento crítico para a promoção da sustentabilidade, no entanto, é também a força necessária para a mudança. Que a auto-aprendizagem poderá ajudar a explicar o papel da educação no desenvolvimento sustentável, sendo este mais do que um aumento do conhecimento ou a implementação de programas de promoção. A educação deverá dar resposta a um compromisso social e ser um agente de mudança.

Parte II: Educação holística para a promoção da sustentabilidade

Refere que a reforma da lei do ensino criou a oportunidade de todos poderem aprender e a integrar a aprendizagem/ciência na prática da vida real. Considera ainda, que as intervenções essenciais que promovem a aprendizagem holística estão assentes em três componentes:

1)      O processo de aprendizagem profunda que visa ampliar a nossa capacidade de aprender em cada fase da vida (aprender a aprender / sociedade baseada na sabedoria);

2)      A aplicação da aprendizagem na vida prática, promovendo o desenvolvimento sustentável paralelamente com o compromisso social. Realça a necessidade do esforço para se ter sucesso (aprender fazendo / sociedade auto-suficiente);

3)      Aprendizagem baseada na interligação da comunicação (sociedade baseada no conhecimento).

Parte III: Implementação de uma aprendizagem holística para promover a sustentabilidade

Refere que o principal factor de sucesso e de sustentabilidade reside na construção de parcerias, na participação de toda a comunidade escolar e que a implementação da aprendizagem holística no sistema de ensino requer um plano estratégico e de mudança, devendo promover-se actividades de aprendizagem e programas de preparação. Qualquer tipo destes programas de preparação, assim como o desenvolvimento de currículos ou de pedagogias devem ser concebidos de acordo com as exigências de cada parceiro.



Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
A escola mata a criatividade / TEDxO´Porto

A propósito de "Educar para a criatividade" e do evento TEDxO´Porto (Ideas worth spreading) que inicia amanhã:


http://tedxoporto.com/index.php/ted-global-ken-robinson-a-escola-mata-a-criatividade/


 


Aborda-se, entre outras ideias, nomeadamente sobre a web 2.0 e a aprendizagem, o facto de a Escola não preparar os alunos para errar e as consequências nefastas que daí advêm para o avanço do conhecimento.


O medo de errar, do ridículo e de falhar é um dos maiores travões da aprendizagem e do desenvolvimento de novas ideias. Um dos papeis dos professores deveria ser então o de promover o "prolongamento da idade dos porquês", sendo provocatório, promovendo a experimentação e a acção e a emancipação dos alunos, para cooperarem em rede, partilhando as suas ideias!


 


E, no âmbito de uma cultura participativa, porque não os doutorandos em MMEdu pensarem numa ideia que valha a pena espalhar no evento TEDxO´Porto do próximo ano?




Informações sobre EPADRV (pré-reunião)

 Enquanto não temos informações da reunião, ficam algumas ligações para documentos disponibilizados na página da EPADRV, nomeadamente:



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