Terça-feira, 23 de Março de 2010
Em que paradigma te inseres tu? :)

Ao abraçar o tema que pelo sorteio calhou ao nosso grupo, não consigo deixar de olhar para os paradigmas de investigação e ter a sensação de que, quando exclusivamente deles falamos, estamos a colocar a “carroça à frente dos bois” (tive sérias dúvidas em colocar esta expressão mas penso que o nome do grupo me atribui liberdade para tal :).  Isto porque dou por mim (sem projecto e cada vez mais desorientada) a pensar em qual dos paradigmas me enquadraria melhor sem saber sequer o que quero na realidade investigar. Já sei que o professor Rui Vieira na sessão presencial nos alertou para essa situação mas este pensamento é quase inevitável.  Continuando...


 



A investigação em educação assentou durante um longo período em dois grandes paradigmas: Positivista (quantitativo) versus Interpretativo (qualitativo).  Utilizo a expressão “versus” pois na maioria dos artigos que li estes dois paradigmas foram frequentemente olhados como competidores e não como complementares. Mas foi um terceiro paradigma, mais recente na história da investigação em educação, paradigma Sócio-crítico, que me prendeu particularmente a atenção. Este pressupõe um papel mais interventivo por parte do investigador e no meu entender assume uma visão ainda mais holística do que o paradigma Interpretativo na medida em que atende não só à compreensão do contexto num dado momento mas também a intervenções nesse mesmo contexto, fornecendo todo um conjunto de conhecimentos inerentes à evolução (seja ela negativa ou positiva face aos objectivos)  da investigação. 





De sannyafernanda a 24 de Março de 2010 às 17:35
Bem, complementando os comentários dos colegas, vejo as angústias da Liliana como um bom propósito para a discussão que se seguiu.
E penso ainda que quando ela olha para os paradigmas de investigação e tem a sensação de que estamos a colocar a “carroça à frente dos bois”, acredito que a expressão está bem posta e que como tal colabora para as definições que a Vania soube situar muito bem.
As respostas para as primeiras perguntas sempre relacionadas ao objecto que deveremos estudar nos permitirá mantermos numa linha coesa de desenvolvimento na nossa investigação.
Penso que é necessário teres um objecto escolhido para investigar e a partir daí, começares a lançares perguntas que irão brotar justamente das muitas leituras que estamos tendo contacto. As respostas virão naturalmente desde que estas possam dar conta do objecto escolhido.


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