Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
A Felicidade de Aprender e como ela é destruída

Hoje durante um zigue-zague numa feira do livro em Lisboa chamou-me a atenção o seguinte título na capa de um livro:

 

A Felicidade de Aprender

e como ela é destruída

 

de François de Closets


Embora não tenha lido o livro as questões levantadas pelo autor no resumo deixaram-me numa “inquietude incomodativa”, aqui estão elas:

 

Por que razão é que a escola ensina tudo, excepto a felicidade de aprender?

Por que é que a escola transforma numa chatice matérias que são apaixonantes?

Por que motivo é que a escola selecciona em vez de educar e marginaliza ou elimina em vez de instruir?




4 comentários:
De vania-carlos a 18 de Fevereiro de 2010 às 10:38
São de facto perguntas inquietantes, mas as respostas talvez estejam neste modelo de sociedade, do pragmatismo extremo que leva os nossos alunos a perguntar "Para que preciso disto no meu futuro emprego" e nos leva a nós a achar que lhes devemos uma resposta, que vá para além do "porque é bom conhecer este mundo em que vivemos, sabe bem saber...e só gostamos do que conhecemos". É difícil combatê-lo numa sociedade onde o sucesso de uma pessoa é medida pelo ordenado que traz para casa e pela capacidade de consumo! Talvez o gosto por aprender tenha diminuído não só pela incapacidade da escola em motivar os alunos, mas por toda a sociedade, incluindo claro os pais, que deixou de cultivar o conhecimento como fonte de prazer! Porque...dará dinheiro?


De liliana-almeida77 a 18 de Fevereiro de 2010 às 10:56
Eu continuo a achar que o ser humano é por natureza curioso. Na primeira questão colocada pelo autor (Por que razão é que a escola ensina tudo, excepto a felicidade de aprender?) eu diria antes: Por que razão a escola destrui a felicidade de aprender formatando os alunos a uma média que apesar de servir a todos não serve ninguém?


De lpedro a 18 de Fevereiro de 2010 às 10:58
Partilho as mesmas dúvidas e inquietações :(


De StudentfromDeCA a 8 de Março de 2010 às 00:30
Porque temos pessoas desmotivadas, temos um ensino que valoriza os alunos repetidores de conhecimento e não seres pensantes e criativos, temos professores que querem alunos já a saber sem ter trabalho de ensinar em vez de olharem para aqueles que não sabem como 1 autêntico desafio.

Mas acredito que tudo pode mudar, acredito no acreditar, acredito nas excepções. Procuro a motivação dia após dia, tento guiar-me pela criatividade e pensamento por + que a repetição de conhecimentos seja a valorizada e quanto aos professores, os que não querem ter trabalho de ensinar, são muito facilmente esquecidos.. Os que ensinam na verdade, todos os dias trazem-nos novos conhecimentos e têm grande impacto no nosso futuro pelo que os alunos sentem-s gratos por isso.

Não conhecia esse autor, boas reflexões por acaso. Aconselho também Augusto Cury: Alunos bilhantes, professores fascinantes. Muito bom ;)


Comentar post

.mais sobre o grupo
.pesquisar neste blog
 
.Abril 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

12
14
15
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. Apresentação final de MIE

. A guerra dos paradigmas f...

. Resposta à actividade pro...

. Regras do Jogo "A Guerra ...

. Paradigmas de investigaçã...

. "Paradigma" actual de "Re...

. Mapa conceptual pronto......

. Metodologias de Investiga...

. I Ciclo de Aulas Abertas ...

. sistematização de paradig...

.arquivos

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

.tags

. todas as tags

.links
.participar

. participe neste blog

blogs SAPO
.subscrever feeds